eu ia te acordar, caso quisesse conversar, mas achei melhor não. já estamos tão distantes mesmo. não importa o lugar que você dorme, em qualquer um deles a cama vai ser ocupada por você. e não é pela pessoa que está do seu lado que tudo irá mudar, e você sabe disso. goze do escuro e do frio. eu precisei deles pra dar meus pequenos passos, talvez (e só talvez) você também precise.
por isso escrevo reto no meu diário, porque não quero nada bonito, quero uma mentira menos falsa, só isso. poder criar coisas em que eu acredite, porque infelizmente preciso delas, senão fico andando morta por aí. e mesmo assim, nada que escrevo é certeza, porque isso não existe. então é esperar para morrer de novo e tentar levantar. eu fico feliz quando percebo que ainda tenho vontade das coisas, aliás, passei a dar valor pra muita coisa besta que eu nem ligava, só porque não aguentava mais me arrastar pelos dias...
ainda não fui num consultório porque não tenho coragem. então me engano, me arrasto, me saboto e às vezes me sorrio pra continuar. eu não sei se aguentaria encarar minhas verdades inventadas, então eu fujo. e sei que vai chegar o dia que o peso sobre minhas pernas será maior do que posso aguentar e terei que procurar alguma ajuda, ou fazer alguma loucura. mas agora eu consegui sair da boca do abismo e me arrastar até tem um gosto doce na boca, então conviver comigo está sendo bom. e eu tento ser mais leal também.
ver a nossa vida se desfazer aos nossos olhos pode ser uma das piores coisas que existem. as relações, as escolhas, as certezas, as dúvidas, os sonhos, os medos. quando não sobra nada ou muito pouco, é bem difícil. mas assim a vida se faz. começamos a morrer a partir do momento em que nascemos e quanto mais distantes desse momento mais próximos da morte e dos rompimentos, dos finais, do seco. eu me sequei bastante, mas estou aprendendo a dar uma rasteira na vida (ou em mim mesma que criei tudo isso). e assim passei a caminhar no lento, ao lado de minhas incertezas.
tento não me obrigar a fazer as coisas. e quando sinto uma pontinha de vontade própria, tento me agarrar à ela. preciso das coisas que me dão prazer, tenho que ceder à elas como cedo às minhas dores. assim me sinto um pouco mais viva.
ainda estou aprendendo.
um bom dia, e um sorriso de lua pra você.
por isso escrevo reto no meu diário, porque não quero nada bonito, quero uma mentira menos falsa, só isso. poder criar coisas em que eu acredite, porque infelizmente preciso delas, senão fico andando morta por aí. e mesmo assim, nada que escrevo é certeza, porque isso não existe. então é esperar para morrer de novo e tentar levantar. eu fico feliz quando percebo que ainda tenho vontade das coisas, aliás, passei a dar valor pra muita coisa besta que eu nem ligava, só porque não aguentava mais me arrastar pelos dias...
ainda não fui num consultório porque não tenho coragem. então me engano, me arrasto, me saboto e às vezes me sorrio pra continuar. eu não sei se aguentaria encarar minhas verdades inventadas, então eu fujo. e sei que vai chegar o dia que o peso sobre minhas pernas será maior do que posso aguentar e terei que procurar alguma ajuda, ou fazer alguma loucura. mas agora eu consegui sair da boca do abismo e me arrastar até tem um gosto doce na boca, então conviver comigo está sendo bom. e eu tento ser mais leal também.
ver a nossa vida se desfazer aos nossos olhos pode ser uma das piores coisas que existem. as relações, as escolhas, as certezas, as dúvidas, os sonhos, os medos. quando não sobra nada ou muito pouco, é bem difícil. mas assim a vida se faz. começamos a morrer a partir do momento em que nascemos e quanto mais distantes desse momento mais próximos da morte e dos rompimentos, dos finais, do seco. eu me sequei bastante, mas estou aprendendo a dar uma rasteira na vida (ou em mim mesma que criei tudo isso). e assim passei a caminhar no lento, ao lado de minhas incertezas.
tento não me obrigar a fazer as coisas. e quando sinto uma pontinha de vontade própria, tento me agarrar à ela. preciso das coisas que me dão prazer, tenho que ceder à elas como cedo às minhas dores. assim me sinto um pouco mais viva.
ainda estou aprendendo.
um bom dia, e um sorriso de lua pra você.
Um comentário:
e ainda assim, eu esperaria, sentada num laticínio, um dia inteiro. Se a recompensa fosse o teu sorriso.
imagine uma frase com sete letras, dessas com gosto de suspiro.
é isso.
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