Os olhares pela janela nunca são ter domínio sobre si.
Olhar é estar à deriva,
Ser suscetível ao vir a ser.
Estar em inúmeros lugares que se fundam no imaginário.
A neblina permite isso,
Permite essa fuga ao que não é ou ao que quase é.
Esses não-lugares que se formam,
São os desejos despercebidos daqueles olhares.
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